domingo, 20 de abril de 2008

Traição Feminina - Vingança ou Consequência??



Olá! Estou desenvolvendo um trabalho de pesquisa de caráter comportamental sob uma perspectiva psicológica, cultural e social das mulheres em relacionamento estável que traem seus companheiros. Tendo como objetivo desmistificar a idéia de que a mulher só trai para se vingar; embora este também seja um fator preponderante para que a traição ocorra. Contudo, existem muitos outros fatores relevantes atrelados a traição feminina, mas a vingança não é o ponto basal como muitos acreditam.
De fato, durante muito tempo foi assim e por questões basicamente culturais esta atitude feminina ainda é embasada nessa teoria, a de vingança. Entretanto, ao longo dos anos posteriores a revolução sexual dos anos 60, este comportamento vem mudando e gradativamente a mulher passou a expor, exigir e buscar garantir o atendimento de suas necessidades emocionais, físicas e sexuais sem se auto-impor tantos limites e/ou pudores.
Apesar de toda evolução da classe feminina permitindo que suas carências sejam expostas e questionadas, quando se trata de expor de quem parte tais carências, elas optam veementemente pela discrição na manifestação, busca e satisfação dos seus desejos mais intrínsecos. Tornando assim a discrição uma forte característica e grande preocupação da mulher diante do ato de trair. Ao agir discretamente, inconscientemente a conforta essa possível garantia de manter a imagem dela resguardada. Desse mesmo modo, até aquelas que após uma significante mudança de comportamento, rebelando-se e abandonando o papel de personagem passiva das relações que estabeleceram em suas vidas e, atualmente tenham se tornado personagens ativas; algumas bastante ativas, diga-se de passagem. Para estas, a discrição também não deixou de ser o subterfúgio que as mantém protegidas da sociedade e de seus padrões.
Ou seja, a mulher moderna mesmo tendo sido tomada pelo grande "boom" revolucionário da troca e aquisição de novos e antigos papéis; de atualmente ela está numa posição estratégicamente favorável a mudanças e evolução da sua espécie, no sentido de mostrar-se capaz e ser capaz de atuar em diversas áreas; mesmo assim, à ela ainda não convém expor deliberadamente sua capacidade de atuar competentemente em áreas ditas masculinas, bem como, não é conveniente assumir outros novos papéis que ela também pode exercer, os quais a propósito, muitos já foram inseridos a realidade dela. Porém, ocultamente ou discretamente.
Outrora alguns papéis que eram assumidos unicamente por homens, atualmente os são por mulheres e vice-versa. Essa mudança é resultado de uma forte influência e iniciativa dos movimentos feministas que esbravejavam o chavão libertário “Queremos direitos iguais”. Esta luta estabelecida há anos, veio favorecer à mulher a assumir uma posição que dá o direito e a chance delas opinarem e divergirem dentro de uma sociedade altamente machista. Obtendo-se assim nas últimas décadas, um alargamento no número de mulheres que conquistaram lugares de destaque na sociedade, assumiram novos espaços, bem como também tiveram que somar novas responsabilidades as já, então, à elas impostas e perpetuadas como tarefas femininas.
A passavidade diante da traição masculina está arraigada na sociedade desde o início do século passado, entretanto sempre beneficiando aos homens com essa "liberdade justificável" e "motivos aceitáveis" como: virilidade, auto-afirmação, instinto etc. Do tipo, a mulher deu bola e os amigos viram... "Ahh não dá pra deixar passar, né??" (pensam eles) Ou serão vistos como derrotados, fracos, até mesmo como gay se não aproveitarem a chance. E por aí vai as infindáveis situações, explicações, motivos etc, que levarão, levaram e levam um homem a trair. Incrivelmente para muitas mulheres todo esse blá, blá, blá do macho sobre a traição, até hoje é super plausível. Mesmo elas estando diante desse lento, porém bem sucedido processo de evolução e conquistas da classe feminina, ainda há espaço para conformação no que diz respeito a traição masculina.
Isto é, mesmo a mulher tendo dado seu "grito de liberdade" e se autopresenteado com uma "carta de alforria" lhes dando plenos poderes e direitos de tomarem conta de suas próprias vidas e atitudes, ainda há uma castração quando o assunto é traição femina. Pois não apenas os homens, mas também, as já citadas, mulheres conformadas e que aceitam a traição masculina, condenam e rotulam a mulher que a comete como vadia, devassa, vagabunda etc.
Desse modo, em partes justificam-se os motivos pelos quais as mulheres continuam a optar pela discrição e não, pela exposição de mais um espaço por elas conquistado. Visto que para poderem revelar tal conquista; não por questões de honra ou de glória e, sim por uma questão de direito adquirido e justificável. Sim, justificável e na mesma medida e proporção que é para os homens. Já que diante das condições e necessidades femininas, a elas também vos é dado o direito de ter instintos; que aqui não cabem que seja o maternal, pois esse não é o único instinto que uma mulher pode ter e se dar o direito de sentir.
Assim sendo, para um dia a exposição da traição feminina acontecer e ser vista como a do homem é, será instaurada na sociedade uma batalha árdua e inexorável, pois este espaço desde os primórdios é visto como fruto de posse e parte da programação genética do macho. Ou seja, este espaço até hoje é assim e o será por muito tempo indelével da índole masculina. Embora, as mulheres já estejam provando o sabor da traição há um certo tempo e timidamente de forma mais translúcida.
Após esse breve resumo de fatos e opnião, retomo exclusivamente a temática do que leva uma mulher em relação estável a trair o seu parceiro. Na maioria dos casos relatados a vingança está entre os últimos fatores que levam uma mulher a trair seu companheiro. A insatisfação; seja ela amorosa ou física, destaca-se sendo a maior desencadeadora da traição sexual feminina. Isto é, a mulher não trai por esporte ou por instinto animal, como normalmente os homens fazem ou defendem-se. A princípio, os motivos da traição feminina estão coerentemente relacionados a sentimentos de insegurança, frustração, insensibilidade do parceiro, machismo, falta de diálogo, entre outros.
Em suma, após trazer a tona a questão da traição feminina, este tema polêmico e ainda um tabu perante a nossa preconceituosa e machista sociedade, quero saber a opinião de vocês.
Quais fatores ou motivações estão atrelados a traição feminina? Somente o sentimento de vingaça ou consequência de N problemas ligados a relação conjugal?
Marina Brava Flor
P.S.: Caso queiram relatar com maiores abordagens/detalhes a temática e não queiram se expor, disponibilizo meu e-mail e garanto-lhes retorno e discrição certamente.

E-mail: marinabravaflor@hotmail.com

38 comentários:

Sandro disse...

Traição feminina ou masculina tem a mesma causa: falta de CARÁTER, falta de respeito e desconsideração com o próximo. Pois uma coisa são motivações, outra coisa é a postura que se toma em relação às crises de relacionamento.
Independemente do motivo da crise, as pessoas têm a OPÇÃO de caírem fora do relacionamento, sem agir covardemente pelas costas do outro traindo-o. É questão de postura, independentemente da motivação!!!

Marina Brava Flor disse...

Ok Sandro! Obrigada pelo seu comentário. Aceito sua opnião, não estou aqui para divergir, tampouco tomar partido. Quero apenas ter o máximo de opniões possíveis e analisar a temática sobre diferentes perspectivas também.
No seu comentário, falas da questão de ter postura também como uma questão de ter princípios??

"Princípios enraizados na personalidade de cada pessoa, estarão sempre a frente e a priori, independente de qual seja a situação. Princípios ruins, desgraçados fins"

Heart Whispers disse...

Acho que a traição é um tema muito controverso, independente de quem tenha partido a atitude. Porém, a traição feminina quando vem a acontecer, acredito que a mulher tenha pensado muuuuiiitooo antes de consumir o fato. Principalmente, aquela que ama o marido, mas ele não coopera dialogando, buscando reconhecer os erros, tentando melhorar, esquece que estar casado não significa que ele não tenha mais que fazer sua esposa se sentir enamorada, cortejada, importante, lembrada e acima de tudo amada.
E quando parte pra questão sexual... piorou!
As preliminares viram "curtaminares" ou "nadaminares" acontecendo somente o ato em si. São esquecidos os beijos, os afagos, o carinho, a sedução, ou seja, as "longaminares". A mulher que tem um companheiro estável e vem a traí-lo, certamente é motivada por insatisfação no relacionamento, cansaço de tanto tentar discutir os problemas e vê-lo sempre protelando a conversa, colocando outras coisas como prioridade, agindo com descaso aos sentimentos da mulher etc. Acho q é um emaranhado de coisas e situações. Tudo isso, tratando-se de uma mulher em relacionamento estável. Que por sinal Marina, vc não especificou. Trata-se de qualquer mulher ou não? Pq se for qualquer uma, aí tem o caso das safadas meesssmoooo. Mas se for as de relacionamento estável, acho que depende de todo um contexto entre ela e o companheiro, não sendo nem uma questão de vingança simplesmente; esta talvez só ocasionalmente, pois na maioria das vezes a mulher perdoa mesmo a traição do companheiro e não vai trair pra descontar, ou porque realmente tá cansada de não ter prazer, não se sentir amada, ter sua auto-estima elevada. Quando ela trai, ela quer se sentir mulher novamente e não somente, esposa, dona de casa, mãe etc.

Luzialex disse...

Olá!
Geralmente as mulheres traem por vingaça.Para nós mulheres o que importa é manter a família a qualquer preço, faz parte de nossa naturesa.Difcilmente vamos por em risco a desintegração da familia por uma simples transa.Mas também podemos trair por uma paixão ou por muita carência afetiva.
Já os homens geralmente é por sua masculinidade, para provar a ele mesmo e aos amigos que ele é macho, e macho não fica só com uma.
O homem não se casa com a familia, se casa com a mulher, já nos mulheres nos casamos com a familia.

Marina Brava Flor disse...

Obrigada Heart Whispers pela observação feita. Realmente não especifiquei, um detalhe importantíssimo que já vou retificar. E respondendo a sua pergunta. Sim! Trata-se de mulheres em relacionamentos estáveis, que já possuem uma a vida a dois em comum, porém independe se são casadas ou não. Obrigada pela sua opnião de grande valia para a pesquisa, pois a fizestes de maneira bastante rica em detalhes. Grata!!

Marina Brava Flor disse...

Olá Luzialex! Obrigada pela sua participação tecendo esse comentário sobre a preocupação que o homem ainda carrega dentro de si. Que é sobre a visão que ele e os amigos têm, bem como a que ambos constroem sobre ele(homem macho e viril). Interessante essa sua observação "O homem não se casa com a família, se casa com a mulher, já nós mulheres nos casamos com a família."
Talvez por isso, na maioria das vezes a mulher que trai o companheiro, arrepende-se e teme destruir o que têm em comum. Ruim ou péssimo é o que se tem. Embora, clarooo ela tenha aproveitado o momento de sentir-se mulher novamente.

cristina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marina Brava Flor disse...

Que bom Cristina que você está conseguindo manter o que há de mais importante quando se constitui uma família, o bom relacionamento com seus filhos. E melhor ainda, ter ficado sob sua responsabilidade educar e prepará-los para a vida, para assim tornarem-se pessoas de caráter. Pena que o exemplo negativo, o caminho a não ser seguido em alguns aspectos, trata-se do pai deles. Mas, cada um mostra o que tem, dá o que tem e colhe o que planta também. Você se manteve fiel aos seus valores e não se deixou levar pela dor da derrota e da perda.
Só iria lhe desgastar tentar pagar na mesma moeda, até mesmo porque, acho que ele não se incomodaria nem um pouco. Na verdade, ele acharia até bom ter esse argumento pra usar contra você depois, caso ele descobrisse ou você o traísse pra que ele soubesse mesmo. Pois quando você o acusasse das traições, ele sempre teria essa carta na manga pra pôr abaixo tudo o que você falasse independente do número de vezes de quem traiu mais. Afinal, traição é traição. Você teria perdido toda a razão.
E em muitos casos a melhor vingança é o desprezo, é mostrar que a vida continua independente desta ou daquela pessoa permanecer em nossas vidas, ninguém é insubistituível e a melhor expressão de tudo isso é você poder mostrar que sua vida continua, você superou e está de bem com o mundo, com você, feliz e disponível para ser amada de verdade.
Boa sorte e obrigada pelo seu comentário.
Marina B. Flor

Jair Bastos disse...

Motivações, motivações... Não acredito que sejam motivações, mas a forma de enfrentamento da situação do casal. Tenho observado, bem de perto, um caso deste. E a forma de encarar ou definir o momento vivido é que tem delimitado a conduta da parceira. O parceiro não é dos mais perfeitos (acho também que não existe) mas, ao que me parece, não faz parte dos galinhas nem dos raparigueiros (se me permite a expressão). No entanto o fato se arrasta há alguns meses. Os dois tem problemas relacionados à saúde: ele, seqüelas de um acidente automobilístico; ela, doença degenerativa. Os dois alegam que estes fatores contribuem para o início da traição e o agravamento da situação. Porém, nenhum dos dois quer se afastar do outro. Penso que a questão do relacionamento - qualquer ele - é uma dimensão complexa, que deriva para outros pontos, que não devem ser analisados individualmente. Espero ter contribuído para a pesquisa. Grande abraço.

Tatiane disse...

bom a traição ocorre devido o fato de não sermos perfeitos, porém cabe o direito de escolha em se tornar fiel ou não. No caso do Homem, ele trai devido a meio que esta inserido ou seja amigos, familia e a propria questao "mas eu sou homem eu posso, pois não fica feio perante a sociedade", ele trai para se sentir poderoso, o gostosão e para mostrar que tem competencia. Já a mulher trai devido as oportunidades de livre ambito que antes não tinhamos como o emprego, por exemplo, então o que ocorre se o parceiro dela a trai não tem pq o não fazer ou cometer a situacao já que ela quer ser amada e se o homem não pode oferece-lhe exclusividade ela ñ tem pq fazer o mesmo

Daysinha Lima disse...

Bom acho que traição esta sujeito em todo os lugares emomentos mais não é explicação para erros!

Rafaela disse...

Olá, fui convidada a comentar a respeito da traição feminina, e conforme já mencionei em postagens no orkut, em diversas comunidades que tratam desse tema, aqui também exporei minha opinião, procurando ser o mais sincera possível a respeito das minhas razões, até porque tenho interesse numa análise mais profunda sobre o assunto. Às vezes nós mesmas nos julgamos de forma muito dura, não procurando entender as razões mais íntimas que nos levaram a ter este comportamento. Bom, antes de mais nada, quero afirmar que considero a traição, em qualquer circunstância, injusta e errada. O que me levou a trair meu namorado, após quatro anos de namoro estável, com brigas e desentendimentos, é claro, mas nada que tivesse provocado um rompimento, foram "carências" minhas. Mas preciso explica-las bem, porque meu namorado me oferecia tudo que eu acho que uma mulher (generalizando) gostaria de ter: carinho, fidelidade, desejo. Claro que ele não era perfeito, e já fazia um tempo que me criticava por certos comportamentos e era intolerante comigo, principalmente quando se tratava de questões de ciúmes, da minha parte. Nem sempre fui ciumenta, mas após alguns meses de namoro comecei a ficar obcecada, insistindo em fazer perguntas ao meu namorado sobre o passado amoroso dele, e percebi que ele havia vivido coisas muito mais interessantes do que as que eu vivi, antes dele. Ele é meu primeiro namorado, e a partir de certo momento eu comecei a me questionar e a ficar com medo de continuar o relacionamento, de me casar com ele e um dia perceber que eu deveria ter me relacionado com outras pessoas antes de assumir um compromisso tão sério. Só que o correto teria sido terminar com ele, ou ao menos pedir um tempo, só que eu não tive coragem, temendo as consequencias, principalmente de ser sincera sobre minhas razões e dele se achar no direito de fazer o mesmo, o que seria perfeitamente justo, mas não da minha vontade. Resumindo, eu queria ter essa liberdade, mas não queria que ele tivesse, egoisticamente pensando que ele já havia adquirido as experiências necessárias antes de mim, e eu não, querendo justificar na minha cabeça um "direito" que na verdade eu não tinha.
Sai com alguns garotos em boates, não me senti satisfeita no fim e me arrependi por ter sido infiel. Nunca consegui contar, por medo dele não me perdoar, e agora tenho que conviver com essa culpa, se quiser continuar com ele. Não valeu a pena, mas de certa forma, como tudo na vida, me ajudou a perceber o que eu queria de verdade. Pena que poucas pessoas pensam assim.

Marina Brava Flor disse...

Olá Jair! Desculpe a demora em responder seu post, desde já agradeço sua contribuição e se puder divulgar também será de grande valia para mim.
A traição feminina até ela acontecer, antes perpassa por vários pontos que abrangem um relacionamento, dos mais significativos aos mais fúteis. O que vem a ser um ponto significativo ou fútil é intrínseco a cada uma das partes. Portanto, não discutirei esta complexa e imensurável questão no momento.
Sobre a perfeição, digo-lhe o seguinte: somos suscetíveis a erros na mesma proporção que somos aos acertos, de modo que a perfeição querendo ou não e independente ao que se refere, é uma utopia e tratando de relações afetivas então...
A traição feminina na maioria das vezes não ocorre unicamente pelos problemas em si que o casal está exposto, e sim pelo que não é feito por parte do parceiro diante dos mesmos. Que podem ser: a falta de atitude em resolvê-los, demonstração da intenção de tentar melhorar (ao menos), a consciência do que está a afligir o relacionamento e tomar alguma providência etc. E, a partir daí tentar realmente reverter o quadro de controvérsia instaurado entre os dois. Porém, quando nenhuma dessas possibilidades acontece durante o tempo que a parceira conscientemente ou não estabeleceu, ela passa a criar uma expectativa de que a qualquer momento tudo vai mudar e essa expectativa aumenta quando o parceiro dá a entender depois daquela “definitiva DR” ou apenas diante de um simples gesto dele, ela passa a acreditar ou interpreta que ele faz qualquer sacrifício para manter a relação dos dois, pois não quer perdê-la. Entretanto, o tempo passa, nada muda ou a mudança dura só alguns dias. Daí vem por parte dela a desilusão, a decepção, o desencanto, o cansaço e claro, o tesão vai embora. E instaura-se um novo momento para a mulher, que é o de querer mudar de vida. Já que o parceiro não muda, nada muda, então, muda ela! E o pior, pra outra cama.
Ausentando-me de julgar o casal que tu conheces, mas falando diante da maioria dos relatos de casais que alegam que os problemas de relacionamento foram desencadeados por questões de complicações de saúde de uma das partes, na verdade ao analisarmos, verificamos que não é a doença propriamente a causadora, mas a situação que emerge quando eles passam a ter que lidar com uma enfermidade entre eles. Assim sendo, eles se apegam a essa circunstância da doença e a tomam como uma desculpa para explicar a crise entre eles. Crise esta que já estava lá rondando o casal, talvez reprimida, omitida ou até mesmo, ignorada por eles.
Enfermidades não justificam crises, elas podem agravar ou as expor, bem como aproximar muito mais o casal. Elas também; tampouco, independente de quem seja o enfermo motiva o início de uma traição.
Em alguns casais a cumplicidade, companheirismo, solidariedade, amizade é tão grande e sólida, bem como na mesma proporção é o comodismo diante da relação estagnada ou o próprio desengano perante as enfermidades findam por mantê-los juntos, porém separados. Contraditório, mas é real.

Marina Brava Flor

Marina Brava Flor disse...

Tatiane e Daysinha existe uma frase que diz o seguinte:
"Não há pecado, enquanto não se encontra a tentação."
A traição só não acontece, até o dia em que se encontra a tentação. Vendo a traição a partir dessa frase, temos que para ela acontecer independe de crises, auto-afirmação, vingança etc. O casal pode viver em plena harmonia, mas está suscetível a trair e ser traído.
Obrigada pela colaboração de vocês.

Marina Brava Flor

Marina Brava Flor disse...

Rafaela, nós temos o livre arbítrio de fazer o que sentirmos vontade, desde que não infrinja as leis da sociedade ou seus princípios. Você, ao julgar e se autocondenar por querer viver novas e diferentes experiências, sentir o prazer da liberdade e usufruir suas vontades. É na verdade, uma tentativa inconsciente de se conhecer melhor e saber o que você realmente queria pra você também, porém motivada por ciúmes e sentimento de inferioridade em termos de vivencias em relacionamentos, por mais que estes tenham sido furtivos. Quando dizes que “queria justificar na minha cabeça um ‘direito’ que na verdade eu não tinha”, acho interessante você não se dar o direito de experimentar o novo. Claro que pra você e diante dos seus valores cometestes um erro, pois acreditas que deverias ter pedido um tempo ou terminado com seu namorado.
Mas como fazer isso quando gostamos da pessoa que compartilhamos uma vida em comum e não queremos perdê-la? Como explicar que queremos apenas ter a chance de vivenciar e sentir novas emoções? O que de certo modo, lhe ajudaria, bem como a ajudou a afirmar o que você vivia/vive com seu companheiro.
Não dê sua sentença como se tivesse cometido um crime, seria um crime contra você mesma não se dá essa chance. Essa questão da mulher ter ou não ter direito de ser infiel, tem todo um histórico imposto pela sociedade onde cabe apenas ao homem mostrar sua virilidade, se auto-afirmar e se satisfazer. Mas, atualmente a mulher vive uma nova realidade, então se prenda a velhos paradigmas impostos por uma sociedade machista e não se culpe por ter ido em busca se descobrir, se conhecer e enfim, ter certeza que é com o seu namorado que você quer ficar. Há males que vem para o bem. Culpando-se, você contradiz tudo o que disse no início: “Às vezes nós mesmas nos julgamos de forma muito dura, não procurando entender as razões mais íntimas que nos levaram a ter este comportamento”.
Portanto, livre-se dessa culpa. Você já vivenciou, se autoconheceu, amadureceu e com certeza passou a ter outra visão sobre relacionamentos depois da traição. Porém veja por outro lado, se você não tivesse agido assim estaria traindo a si mesma, se auto-anulando, reprimindo-se e sonegando um direito que todos tem o de experimentar e viver novas experiências e emoções. Você não foi contra seu namorado e sim, a favor de você. Coloque-se sempre em primeiro lugar!!
Beijão

Marina Brava Flor

Marina Brava Flor disse...

Obs: Esse comentário foi deixado na minha pag. de recados no orkut, a garota não conseguiu postar aqui no blog, acho que pq não tem um. =D

Por Pistoleira

Olha, a traição em si, é um ato digamos, covarde. Já em uma relação conjugal, a mulher só trai quando não encontra a felicidade com o seu parceiro. O homem quando trai, é normal já que a submissão feminina existe há séculos, e estão acostumadas a isso. Em um namoro as traições são "normais", mais isso não quer dizer que seja certa, mais existe. Quando passa a pensar em uma vida á dois, essa liberdade não existe mais, afinal, irá construir uma família, estabelecer um lar, tanto o homem quanto a mulher sabem disso. Só que muitos fingem não saberem, os homens partem pra aventuras fora do casamento, as mulheres (principalmente as semi-analfabetas ou as desempregadas) fingem não verem e tentam manter o lar "harmonioso". Resumindo, uma felicidade temporária pro homem e infelicidade e tormento pra mulher. Mais as mulheres que pagam na mesma moeda são tachadas como imorais, mulheres sem pudor, sem respeito ao lar, o pior que não são só os homens que as difamam, as próprias mulheres também, não há solidariedade feminina.
Agora, a população masculina está a favor de direitos iguais, quando os direitos exigidos pelas mulheres são: emprego, divisão de contas e tarefas domésticas (pra alguns, pois muitos acham isso coisa de gay).
Mas direito à amantes de ambas as partes, isso não é errado. Só que ainda persiste o machismo tanto do homem quanto da mulher, o falso moralismo em seu auge, como sempre.
A traição feminina é tanto vingança, como conseqüência, de uma vida de submissão, traição e imoralidade.

Daysinha Lima disse...

Bom mariana vc esta realmente certa todo relacionamente esta sujeito a traição os bons e os ruins!
ogb por ter respondido e deixado um comn no meu blog!

Heart Whispers disse...

Gostaria de comentar o post da Rafaela. Já passei por situação semelhante a dela, mas não pelos mesmos motivos que ela. As circunstancias levaram a traição e minha situação era a inversa. Meu relacionamento estava desgastado por causa de muito ciúme da parte dele e eu não aguentava mais tanta pressão sobre onde, quando, com quem, que horas, orkut, msn etc, tudo eu tinha que explicar. Eu que passei a ficar intolerante e comecei a pensar que não merecia essas cobranças e insinuações, precisava ser feliz como éramos antes e isso, ele não estava permitindo mais, pois estavámos sempre discutindo e sobre as mesmas questões, sempre!
Essas coisas acabaram me afastando dele e comecei a evitá-lo, porque estava cansada de tantos problemas e estresse. Até que um dia que estava me sentindo a última das mortais, comecei a conversar com uma pessoa conhecida que tinhamos em comum, daí então as coisas foram lenta e gradativamente acontecendo. Desde o começo deixei claro que não o assumiria publicamente, ou seja, não largaria meu parceiro pra ficar com ele. Enfim, queriamos apenas viver aquele momento que foi só nosso. Durou alguns meses e foi muito bom. Não me arrependo de nada! Entretanto, quando estava na companhia do meu parceiro, o qual não deixei, me sentia culpada demais. Até que um dia resolvi contar tudo a ele, quase que ele morre de ódio. Mas pensei que seria melhor ele saber por mim, mesmo correndo o risco de perder a chance para sempre de reconstruir meu relacionamento com ele. Porém ela saberia a minha versão e meus motivos primeiro, porque se ele soubesse por outros, já chegaria a mim com uma opnião formada sobre os fatos, onde minhas explicações não me justificariam mais. É preciso ter coragem pra contar e estar preparada para o tudo ou nada também, pois o que ele vai fazer, dizer ou o que ira acontecer é imprevisível mesmo. Mas arrisquei com toda força e coragem, porque também não aguentava mais viver com essa culpa, já que depois desse meu relacionamento extra-conjugal, minha vida com ele melhorou. Então, Rafaela se ele te ama de verdade, vai te entender.
Mas, não se culpe tanto, tampouco castre as suas vontades. Pois, sabe o que me aconteceu?? Achando eu que meu companheiro estava SÓ comigo, vi que toda a culpa que sofri foi em vão, porque durante esse mesmo período de estresse ele também encontrou alguém para ouvi-lo e ele também me traiu. A diferença é que ele nunca assumiu, nega até a morte, mesmo a própria garota já tendo assumido que estava com ele, ele nega. Feio pra ele. Sou muito mulher pra assumir o que fiz e arcar com as consequências.
Boa sorte!!
Então a mim cabe completamente a frase da Marina, pois foi exatamente o que aconteceu comigo, nem pensava em traí-lo, mas...

"Não há pecado, enquanto não se encontra a tentação."

Marina Brava Flor disse...

Oi Pistoleira!! Seu post me leva a tecer inúmeras observações, mas farei apenas algumas que ainda não comentei aqui no blog. Quando vc diz que "homem quando trai, é normal já que a submissão feminina existe há séculos, e estão acostumadas a isso."
Essa é uma questão totalmente cultural, que infelizmente está perpetuada e sacramenta na sociedade. Principalmente devido as mulheres que ainda se submetem a ver este tipo de atitude como normal e inato do comportamento masculino. E assim agem como se estivessem acostumadas ao fato de estarem sendo traídas. Mas daí, já pego como gancho outro comentário seu o de que "as mulheres (principalmente as semi-analfabetas ou as desempregadas) fingem não verem e tentam manter o lar 'harmonioso'."
Essas mulheres vêem como normal a traição masculina e agem como se fosse uma situação corriqueira, exatamente porque elas são submissas, com baixa auto-estima e em casa são esposas, mães e donas de casa e não mulheres. Vivem tortuosamente um casamento fracassado, somente em nome da harmonia familiar. Opção delas, claro! Mas lá na frente, algum momento a fará fazer uma retrospectiva do que ela tem feito da vida dela, e constatará que somente se auto-anulou como mulher e assumiu todos aqueles cargos já mencionados anteriormente, somado ao de traída. Ao repensar tudo isso e se darem conta, grande parte dessas mulheres passam de traídas a traidoras. Porém pra elas irem de uma condição a outra, leva muito tempo e algumas até desistem, porque se redescobrem com seus próprios companheiros. Mas alguns parceiros, infelizmente não cooperam diante das dificuldades do casamento e acabam entregando de bandeja suas esposas a outros braços. E por isso podemos considera-las vadias?? Não! Simplesmente elas passaram a se enxergarem como mulher, alguém que existe e que também tem desejos, instintos e vontades, se seu companheiro não consegue/quer refazer a relação ou simplesmente não é capaz de vê-la como mulher... Sinto muito!! Porém a sociedade crucifica a mulher que toma uma atitude desta, a favor de si mesma. É onde entra seu outro comentário "as mulheres que pagam na mesma moeda são tachadas como imorais, mulheres sem pudor, sem respeito ao lar, o pior que não são só os homens que as difamam, as próprias mulheres também, não há solidariedade feminina." Mas porque isso acontece? porque a sociedade vê a traição feminina como um ato isolado, ou seja, vê como se acontecesse pelos mesmo motivos que os homens a cometem, isto é, instinto, farra, auto-afirmação etc. O que é totalmente diferente, as mulheres traem para se redescobrirem como mulheres novamente e não para se auto-afirmarem como tais, nem para si, muito menos para os outros. E não há solidariedade feminina explícita, porque as mulheres por mais que sejam a favor que uma mulher viva uma relação extra-conjugal, mesmo sendo apenas uma noite e estando vivenciando no dia a dia uma relação estável, porém infeliz. As outras mulheres a criticam por puro receio de serem tachadas como tal, ou seja, serem chamadas de todos aqueles adjetivos nada agradáveis.
Grande parte da sociedade é machista, homens e mulheres. Só que os direitos iguais obtidos pelas mulheres, sob o ponto de vista masculino para eles em alguns aspectos é super favorável, tornando-se apenas bem vistos quando eles se beneficiam de certo modo com tais conquistas feminas; principalmente quando a questão é dinheiro. E isso você faz uma explicitação clara quando diz que "a população masculina está a favor de direitos iguais, quando os direitos exigidos pelas mulheres são: emprego, divisão de contas e tarefas domésticas"(Eu digo que eles só são favoráveis quando essas tarefas são simples e rápidas).
Mas isso vai durar muito tempo ainda, os homens desde os primórdios são seres ditos para procriarem e terem prazer, já a mulher para gerar e sofrer; a começar pela dor do parto, repressão etc. Então, um homem aceitar a condição da mulher ter prazer com alguém que não é ele, é mesmo que uma faca sendo cravada no seu peito e colocando-o na condição de fracassado, incapaz, desprovido de virilidade etc. A traição feminina para o homem é mesmo que matá-lo da sua condição de homem, é uma castração.
Já pensou qual a primeira pergunta que um homem faz quando uma mulher assume que o traiu??

Marina Brava Flor

Maximus disse...

Fui convidado a postar neste blog, e a principio achei que se se tratava de uma discussão filosófica com embasamento cultural, histórico etc. Mas lendo um pouco o texto e os posts fiquem com a impressão que se tratava mais da busca de uma justificativa para traição por parte da mulher dentro de uma "relação estável". O próprio título sugere isso, quando delimita a traição apenas a dois aspectos: Vingança ou Consequência? Como se fosse um ato imposto, independente da vontade própria, colocando a mulher mais uma vez no papel da vitima. Isso soa até contraditório, já que as descendentes da revolução sexual lutam com unhas e dentes para destruir este estigma da mulher frágil e passiva. Acho que deveria se acrescentar ao título: "Traição Feminia - Vingança, Consequência ou Prazer próprio. Bom eu poderia escrever um enorme texto sobre o assunto, mas seria apenas para ser rechaçado e rotulado de machista pra não dizer pior. Sim, pq é engraçado como machismo e feminismo recebem enfoques tão diferentes. Ser machista, é sinônimo de antiquado, grosso, até repulsivo. Agora ser feminista, é sinônimo de justiça, liberdade, direito conquistado, com um enfoque bem mais romântico. Nós homens somos educados para honrar o nome da família, para matar e morrer por nossa pátria, por nossa família, por nossa religião, para trabalhar, para nunca chorar, para estar sempre disposto sexualmente etc. Como se fossemos máquinas preparadas e impulsionadas para competir sem fraquejar em todas as esferas de nossa vida. E isto não foi uma escolha, foi-nos imposto. Agora vocês mulheres, podem escolher. Querem sair e lutar, competir? Pois vão, mas não ignorem as consequências. Desçam de cima de seus sapatinhos de cristal, e não esperem cortesias, cavalheirismo do tipo abrir a porta, mandar flores, ligar depois de uma transa. Pq o homem encontra a "mulher moderna" e descobre que agora além de competir na vida, no seu trabalho e tudo mais, ele vai ter q competir em sua casa, com o salário dela, com o chefe dela e por ai vai. Então não esperem serem tratadas com deslumbre, pq apenas enchergamos em vcs o nosso reflexo. Traiam seus parceiros por prazer, por sexo casual, e por qualquer outro motivo, mas não busquem justificativas, pq nós homens "não temos justificativas", pq vcs tem de se preocupar em ter uma. Sejam "homens" rsrsrs, desculpem mas essa foi inevitável. Agora se formos abordar a questão de forma menos romãntica e mais racional, levando em conta o contexto cultural, psicológico, biológico, concerteza teriamos um debate bem mais amplo e rico.

Rafaela disse...

Oi, agradeço a vcs, Marina e "Heart Whispers", pelos comentários em relação ao relato que deixei registrado sobre a minha experiência. Acho que acabo sendo mesmo um pouco contraditória, porque ao mesmo tempo que me sinto um lixo pela minha escolha, entendo minhas razões como ser humano complexo e suscetível ao acerto e tb ao erro, embora não as justifique, apenas explico-as.
Quanto ao comentário específico de "Heart Whispers", a situação pela qual vc passou é semelhante à minha, mas tb bem diferente em relação a alguns aspectos. Primeiro o motivo, e depois porque eu não mantive um outro relacionamento. Sai com alguns garotos com quem nunca mais falei depois. Isso me faz pensar se vale mesmo a pena contar o que ocorreu... As pessoas a minha volta dizem que não devo fazer isso, pois conhecendo-o sabem que ele certamente terminará o relacionamento. E nós já tivemos pequenas separações, de uma semana (mais ou menos), por brigas não tão sérias, e eu sei como me sentiria se um dia não ficássemos mais juntos.
E Maximus, acho que o objetivo do blog é tentar entender as razões que uma mulher teria para trair. Pode ser que, como alguns homens, elas traiam por buscarem um prazer fora do relacionamento, mas tb podem haver outras razões, e talvez estas outras sejam mais predominantes (ou não).

Liu disse...

Na minha opinião traição é traição, não vai ser diferente se partir do homem ou da mulher. Eu particularmente nunca trai meu marido, o amo demais e mesmo se não amasse, terminaria com ele primeiro ante de buscar um outro alguém.
Semana passada uma amiga me procurou dizendo estar cansada da rotina em que ela vive com o noivo, disse que estava precisando trair para manter viva a chama da paixão entre eles... Eu não entendi direito, acho que ela deveria corrigir com ele o que está faltando na relação, mas ela garantiu que se fosse a um outro alguém, quando voltasse estaria melhora para ele... Vá entender...
Cada um com seu pensamento né?

irlanabenevides2 disse...

A traição por parte da mulher é quase 100% por carater de vingança. Infelizmente os homens enganam mas não sabem fazer tão bem feito quanto uma mulher. Outro fator que particularmente me levou a traição vou a insatisfação do namoro, pois o meu ex não aceitava o fim do relacionamento, então não iria deixar a minha vida de lado porque ele n aceitava os fatos. Traição sempre terá um motivo muito forte...pois quem ama não trai, e quem trai não ama e não respeita o seu parceiro

Marina Brava Flor disse...

Olá Maximus! Obrigada por atender ao convite e contribuir tecendo um comentário.
Neste blog optei por não abordar filosoficamente a temática, bem como não fazer resgates históricos, concomitante às questões culturais porque para o meu trabalho essas questões já estão sendo discutidas com outro grupo em encontros presenciais.
Sobre o título do blog, não foi uma questão de delimitar a traição em apenas dois aspectos e do seu ponto de vista, eximindo a mulher de seus motivos e impondo-a como uma personagem passiva diante da traição. Muito pelo contrário, pois a mulher quando trai, ela sabe muito bem o que está fazendo e grande parte delas não se faz de vítima da situação ou coloca o ato como conseqüência de um momento ou questão de oportunidade, portanto há vontade própria sim. Ela não é passiva diante do ato de trair, se a comete é porque quis e em função de suas vontades, as quais não estão sendo mais atendidas pelo seu parceiro, ou seja, atualmente ela está totalmente alheia a passividade quando o assunto é ELA, enquanto mulher. Ela é muito mais ativa tratando-se de si e menos submissa às imposições que lhe fora feita ao longo dos anos. Portanto, o prazer próprio é algo que já está atrelado e de certo modo nas entrelinhas da delimitação do tema. Independente da ação praticada o ser humano sempre busca obter prazer e satisfação no que faz e no que busca.
Ao trair, a mulher não faz média para se justificar, do tipo: “Ah, estava com umas amigas, bebi além da conta... não sei!! Não lembro bem. Desculpa amor, não queria que isso acontecesse. Eu te amo! Me perdoa?? Prometo que não bebo mais”. Aaahhh faz-me rir!!
Hoje em dia, esse tipo de demagogia pra mulher não tem espaço; não tem essa de “Quem? Quando? Como? Onde?”. Tampouco, às mulheres esse tipo de justificativa convém. É “ser homem” demais e sê-lo do modo que mais odiamos, pois esta é uma típica frase de explicação masculina, tão estapafúrdia que nos causa repudio, então; por quê agir como tal? Mulher não gosta de mentiras, principalmente as óbvias; ou ela sublimemente omite os fatos ou corajosamente assume logo o que fez. Claro que há exceções, como há para tudo nesta vida. Algumas mulheres traem por fetiche, convivem em relacionamento aberto etc ou porque realmente querem assumir a postura e a posição masculina mesmo. E o chavão libertário do século XXI passou a ser: “Se eles podem, nós também podemos”.
Mas não é sobre elas que pesquiso, nesse caso a traição não seria por nenhum dos motivos delimitados e sim por uma briga interior/pessoal de auto-afirmação diante do parceiro, que ela estabeleceu entre ser mulher com atitudes masculinas; ser muito mais macho do que o parceiro, porém ainda mulher/feminina ou; mulher macho mesmo, sim senhor! Vai encarar???
Sobre o que difere os enfoques dados ao machismo e feminismo, deverias ter ressaltado o que à nós mulheres, também nos foi imposto e que não há nada de romântico. Fomos educadas para ser dona de casa, prendada (costura, lava, passa, cozinha, arruma, organiza etc), geradora de filhos e cuidadora principal deles, onde a educação é muito mais responsabilidade da mãe do que do pai, porque este estará fora de casa, provendo o sustento do lar. Que por falar nele, ao chegar em casa quer mesa posta, comida quente e gostosa pronta; filhos limpos, educados e com as tarefas da escola feitas; casa limpa e organizada; a roupa de trabalho do dia seguinte já pronta e separada e ao final da noite; claro depois da sua queridíssima esposa arrumar a cozinha, colocar os filhos pra dormir, preparar a cama para ele se deitar e apagar a luz; chegue na cama cheirosa, disposta e cheia de amor pra dar e “pra dar também”. Cadê o romance??
A opção de mudar esse quadro foi nossa mesmo, porque detestamos o tédio e o comodismo, fomos educadas para sermos habilidosas e criativas, por isso mesmo, quando se fala de conquistas femininas dos espaços masculinos, da liberdade de expressão feminina, de poder ser mulher na sua própria essência e não apenas a mulher e suas atribuições há décadas estabelecidas, já temos há muito tempo descido dos nossos sapatinhos de cristal ao somarmos todas essas atribuições que nos foram impostas às que há anos buscamos. Comp ter uma profissão, poder estudar, se qualificar etc e ser alguém, não apenas a esposa de fulano.
Ao contrário dos homens, que além de não somarem nada do que há anos lhes foram atribuídos e educados para ser ou fazer, o pouco que lhes restaram não estão conseguindo fazer bem feito. E ainda não sabem lidar com o crescimento da sua companheira, não são maduros e humildes o suficiente para juntarem-se a mulheres como essas, para somarem seus conhecimentos, habilidades, perspicácia e procurarem galgar metas maiores e bem-sucedidas e obter êxito juntos, como um casal mesmo.
Ao invés disso, o homem retrai-se no seu mundinho, vê seu próprio reflexo do que um dia quisera ser na sua esposa e não tivera estimulo ou coragem pra correr atrás e acha que trata-la mau, esquecer os bons modos e ele mesmo se deixar equiparar-se a ela, acaba se auto colocando como inferior, sinto muito... Mas o problema não está em nós e sim em vocês, que não sabem lidar com as mudanças.
Não queremos ser homens, queremos continuar sendo mulheres, femininas, mães, esposas etc, porém não queremos que os nossos atos sejam limitados pelo nosso gênero. Por isso, a mulher que traiu não quer ser homem, ela queria UM HOMEM, só que não encontrou em casa, porque ele ao olhar pra ela via o que ele queria ser, isso o deixava louco e ele passou a trata-la com ignorância e insensibilidade. Só que tinha outro (no trabalho, faculdade, vizinhança etc) que a admira e valoriza a força e luta dessa mãe, esposa, profissional e dona de casa. Que chato não conseguir ser assim, né?? Enfim, este lhe deu atenção, valorizou seu trabalho, tinha tempo de ouvi-la etc. O que a fez pensar: “Será que esse homem que escolhi como marido me merece??” daí então, já sabe no que dá... Traição, na certa!
A mulher não busca justificativas porque ela já tem seus motivos justificáveis, os quais o seu companheiro mesmo as deu e são exatamente essas justificativas desses motivos que quero conhecer. Não queremos nos equiparar a vocês em todos os aspectos, como você sugere a não buscarmos justificativas para trair porque vocês homens não as tem e/ou as buscam. Só que nós, somos mulheres, somos modernas, podemos ser até traidoras, porém não somos covardes. À nós foi ensinado ou instigado algo que aos homens não foi, algo chamado discernimento, por isso não vemos nenhuma das questões homem X mulher como uma batalha, ao olharmos para vocês não nos vemos em reflexo, não vemos vocês como alguém que temos que competir, nós continuamos vendo vocês como companheiros, só que vocês não sabem discernir a busca do crescimento pessoal feminino da competição individual que vocês homens já tem pré-estabelecidas intrinsecamente. Ao tentar conquistar espaços ocupados por vocês ou atitudes tomadas por vocês, as vemos/temos como alicerce de como podemos melhorar como pessoas, que erros não devemos cometer e se os cometemos, que tenhamos justificativas plausíveis, de modo que não tenhamos que sustentar as justificativas dos nossos atos por uma questão de coisa de homem ou coisa de mulher, buscamos a partir de um referencial de quem faz coisas maiores, ditas mais difíceis ou impossíveis, independente do gênero, se tais coisas são feitas por vocês, homens, mero acaso. O que importa para nós mulheres é a superação de nós mesmas e não superar o gênero masculino, mas de ter nosso espaço como humanas.
Temos toda essas mudanças como desafios íntimos e não como uma batalha árdua estabelecida dentro do lar, e se a mulher trai não quer ter o casual ou o momento como justificativa. Queremos e temos razões com princípio, meio e fim. E não tememos discuti-las ou vive-las, agora não mais. Agora deixamo-nos viver a nossa essência, lutamos e queremos ser e não apenas existir.

Marina Brava Flor

Marina Brava Flor disse...

Olá Rafaela!! Realmente você compreendeu o objetivo do blog. Minha pesquisa é descobrir, entender e analisar as razões que uma mulher teria para trair.
Como falei pro Maximus existem inúmeros motivos pra traição independente do gênero; dentre eles trair por prazer, fetiche e até mesmo na companhia e concentimento do próprio parceiro. Não é a toa que o número de casas de swing tenham crescido tanto, mas este é outro caso.
Mas, existem sim outras razões e são essa outras que são mais predominantes mesmo. Tornando este meu foco, o da traição feminina em relação estável. Estaria ela sempre ligada a vingança ou a consequência do relacionamento? Pq? Quais fatores? etc, etc...

Beijoo Rafaela

Marina Brava Flor

Marina Brava Flor disse...

Oi Irlana!! Obrigada pelo seu post. Quando o parceiro não aceita o fim do relacionamento e de certa forma a mantem presa à ele, as coisas complicam mesmo. Não dá pra esperar ele processar a mensagem, enquanto você fica a ver os dias passarem. Afinal, conhecemos e estamos em contato com outras pessoas todos os dias, não estamos enclausuradas ou acorrentadas ao nosso parceiro e às vezes é inevitável que outro alguém entre em nossa vida. Se seu parceiro não aceitou logo o fim, pena dele, podia ter saído do relacionamento sem essa escapadinha, não é??
Se acabou, não havia mais amor. Enquanto há amor, embora possa haver uma traição no meio, o fim definitivo nunca é dado por uma das partes, isso porque existe amor, porém há também problemas que precisam ser solucionados e às vezes a traição acontece como um toque de "ei, acorda!" ou até mesmo para confirmar que aquela pessoa é quem você ama e quer de verdade, a traição apesar de ser um ato negativo, muitas vezes ocorre para ter como consequencia, coisas positivas e assim normalmente os casais se reconciliam e recomeçam a vida a dois.

Marina Brava Flor

Lifα Communitiєs 100% Ծяigiηαℓ disse...

Querida Marina

Senti-me honrada em ter o meu blog relacionado com o seu e em resposta ao maravilhoso post que me deixou só tenho a dizer que o seu trabalho está perfeito!
Um blog que trata de um assunto tão delicado e escrito de forma tão inteligente cabe a mim parabeniza-la e relaciona-lo ao meu humilde blog.
As minhas comunidades realmente são fictícias mas se tornam reais a partir do momento que alguém se identifica com elas.
Quanto ao tema do seu blog eu costumo classificar o termo traição como "Atitude covarde" independentemente do sexo de quem a pratica.
Mas reconheço que na maioria das vezes quando a mulher trai, com certeza é consequência de algo muito sério que ela viveu.
Mas não acho que isso (traição) seja saída para ninguém.
Todo relacionamento merece RESPEITO E CONSIDERAÇÃO.

Bjs para ti...

Marina Brava Flor disse...

Olá LIFA!! Satisfação inenarrável ter seu post no meu blog. Reconheço e concordo que o tema é muito delicado, pois envolve valores, princípios, moral, respeito e tantos outros fatores que não é necessário relatar todos eles aqui. Visto que o tema, além de muito delicado, é também controverso, complexo e imensurável diante de suas causas e conseqüências, razões e justificativas, culpados e vítimas etc. O que o leva a ser fragmentado em inúmeras vertentes.
Entretanto, sua opinião foi dada, aceita e registrada.
Só quero salientar que para grande parte das mulheres, a traição ocorre diante de fatos ou fatores que a desagradam, de modo que estes ou foram conversados e não foi obtido retorno por parte do seu parceiro; ou o medo de perdê-lo não a levou a conversar sobre os problemas que afligiam a relação ou a ela mesma, sendo assim ela opta por tirar a prova por si só, se vale a pena ou não dar continuidade no relacionamento dito estável. Então, ela não expõe os problemas para o seu companheiro e sim vai em busca de constatar somente o que se passa com ela, com os sentimentos dela e tudo sobre ela. Ou seja, egocêntrica e de certo modo, leviana. Acredito que seja também sob esse aspecto quando você relaciona o tema à uma atitude covarde.
Enfim, independente do assunto ou da relação, certamente a conversa é o primeiro passo diante de problemas atuais e também na prevenção de problemas futuros. Os quais, poderiam ser aniquilados muito antes da remota possibilidade de tornarem-se reais.

Obrigada Linda!!

Marina Brava Flor

Carlos Gomes disse...

Olha começo a achar que só acontece comigo!
Para lá gente, deveriamos em primeiro lugar tirar a questão de genero da parada, e pensarmos enquanto ser humano. Digo isso para trazer algumas reflexoes sobre o assunto. Como animais temos instintos, o prazer é um deles na natureza geralmente é a femea que escolhe seu parceiro, ai ela leva em conta alguns aspectos como força, virilidade, postura. Pensando assim já temos argumentos naturais que se tornaram sociais para justificar a traição masculina (apriori seriam argumentos naturais, mas a sociedade machista os torna sociais pois os homens adulteros são vistos como fortes, viris e respeitados pelos outros) não compartilho desta ideia, muitos são fracos e mediucres, pois muitas vezes acabam se envolvendo com pessoas muito inferiores de que suas parceiras (tanto no aspecto exterior quanto no interior) mas isso é um aspecto social, vou trair para ser machão!
assim como tambem é um fator social a monogamia, que se não estou enganado vem da idade media (sociedade Machista). Para mim no fundo o que leva tanto homens como mulheres a trair é o que chamas de tentação, mas para mim a tentação tem influencias naturais e socias (naturais estariam ligadas aos instintos, prazeres, as coisas animais; já as sociais estariam ligadas a fatores de poder). As mulheres com a revolução feminista e sua acenssão social se permitiram por exemplo transar para gozaaaar, e não somente para satisfazer seu parceiro, coisa que os homens nunca pensaram (em primeiro lugar satisfazer suas parceiras, para depois o seu) assim elas começão a satisfazer seu lado animal, já a relação de poder estaria ligado a sua acenssão social, com isso ela rompe a dependencia do homem e se liberta a fatores de risco, antes socialmente rechassados como uma separação. Mas para voltar a frase com que começo a escrever venho dizer que não deve ser só comigo que acontesse existe duas coisas a diferenciar Paixão e Amor. Parafraseando Renato Russo - Paixão seria o fogo que arde sem se ver... e assim motivo de traiçoes. Já o Amor é um fogo mais brando, constante, cumplise. seria a sequencia logica da Paixão.

Marina Brava Flor disse...

Olá Carlos! Obrigada por suas colocações. Contudo, quero lhe dizer que não ignorei o gênero diante da traição, apenas não quis generalizar, pois assim minha pesquisa seria apenas mais uma. Pois, traição em si, independente do gênero e do tipo de relacionamento já é um assunto bastante discutido. E abordá-la dessa forma seria só para polemizar. Por isso optei por focar minha temática, delimitando em traição feminina em relacionamentos estáveis.
Entretanto, concordo com você quando relaciona o poder e o prazer.
Acrescento que a mulher tem seu próprio prazer como uma expressão de poder, de que ela também pode viver e sentir os seus desejos. Pois como vc mesmo menciona com a revolução feminina, hoje a mulher pode dar-se o direito de transar por prazer, para gozar e não por dever e para satisfazer o seu parceiro. Sabendo disso, a partir do momento que a mulher se assume como integrante principal na hora da transa, pra ela assumir essa posição de "dominadora" da situação já é uma outra forma de prazer. Deixando de ser apenas prazer do ato sexual, para ser um prazer emocional também diante do ato. Pois ela sabe que seu parceiro estará "submisso" às suas vontades. Sua satisfação sexual não será mera coadjuvante na hora da transa e sim uma participação tão necessária quanto a dela.

Anônimo disse...

Gostei muito da forma holistica como foi tratado o assunto... Sou casada há 6 anos, tenho uma filha muito linda e amo meu marido, mas tenho um amante..
Ele tambem é casado e tem filho...estamos bem e não pensamos em separar nossas famílias. Conversamos sobre filhos, trabalaho, planos...mas não entramos em detalhes sobre nossos relacionamentos conjugais...
A essa altura vc já deve ter pensado que não valemos nada....(principalmente a mulher, né!!?!!)
Explico meus motivos: motivos....tenho problemas comuns em meu relacionamento. Falta de atenção, carinho, sexo mais ou menos, vontade de me sentir querida, amada e desejada sem que houvesse necessidade de esforço do parceiro para isso...
mas esses não são "bons" motivos...meu marido é ótima pesssoa, bom de conviver, excelente pai, queridíssimo, contudo, eu escolhi a traição. A traição representa minha escolha, não demorou a acontecer, não foi planejada, não foi muito premeditada mas, o que mais surpreendeu, não causou "ressaca moral". Não me sinto culpada nem responsabilizo meu marido pelas minhas atitudes, apenas vou vivendo e escolhendo... tentando não ser descoberta para não magoar mas sem me esforçar para parar...

Marcela disse...

Somos seres humanos, com nossas fraquezas, carências, necessidades e sujeitos ao erro. Trair geralmente é doloroso também para quem trai. Na maioria das vezes, não é falta de carater nem de respeito pelo parceiro, mas uma forma de buscar algo que não se está encontrando na relação estável, muitas vezes esgotada e sem diálogo. É fácil falar que existe a opção de se cair fora do relacionamento antes da traição acontecer, mas geralmente parece mais fácil trair do que enfrentar o fracasso e o fim do casamento.

Anônimo disse...

Vou contar uma pequena história: No Carnaval desse ano (2009) o marido pegou a mulher tendo relações sexuais com a "melhor amiga". Ele observou por pelo menos 30 min para ter a certeza do que estava vendo naquele momento. Quando não suportou mais, ele chegou perto do colchão, retirou o lençol que cobria as duas e confirmou o ato sendo realizado. Não deu outra, o cara pediu o divórcio, mas não agrediu fisicamente (Ela ainda nega fielmente que nada aconteceu). Dois dias depois, ele começou a investigar a fundo a vida da ex-esposa. À medida que ía investigando, ele descobria coisas muito decepcionantes. Ele descobriu que no passado, o grande amor da sua vida, já havia se envolvido com outras 3 mulheres, onde 1 delas é a atual madrinha da filha deles. Isso mesmo, eles tiveram uma filha, e a madrinha foi um dos relacionamentos dela. No final de tudo, ele ainda descobriu que este relacionamento com a "melhor amiga", vem durando por pelo menos uns 5 anos, eles foram casados por 2 anos e 4 meses. O cara ficou cada vez pior, cada vez mais frustrado, pois ele a amou com toda a sua alma. Agora eu pergunto, por que ela casou com o cara se ela não gostava de homem ? Por que ela teve uma filha com ele ? Só para calar a boca das pessoas que a acusavam de ser lésbica ? Vocês acham que ele deve se vingar ? Pois ele pensa nisso toda vez que vê a filha chorando, assim que ele sai da casa onde eles viviam. Na cabeça dele, ele e a filha foram usados.

Eduardo Francisco disse...

Traição, ato que está cada vez mais sendo "apreciado" pelo meios de comunição (TV,resvitas, internet, etc)as novelas mostram isto como uma "coisa" normal. Uma "coisa" que pode ser feita quando der na cabeça. A traição ocorre quando ambos (homem/mulher) permitem que ocorra. Não acredito que a traição ocorra somente nos momentos de crise conjugal, e sim quanto há pre-disposição para tal. Quando estava cursando faculdade tive a oportunidade de "ficar" durante 4 meses com uma moça que era noiva. Foi algo que ocorreu... no meu caso, eu "aproveitei" pois eu não namorava, tão pouco tinha compromisso com alguém. Mas eu sempre a questionava se ela não tinha peso na consciência ou se algum dia não tinha medo de se arrepender, mas a reposta sempre era: que não é tudo que o companheiro tem que ficar sabendo e que estava tendo uma aventura, coisa que não ocorria dentro do relacionamento. Agora hoje que estou mais maduro vejo que passei por uma situação que não é legal. Estou em um relacionamento já fazem 3 anos, e penso se um dia minha namorada vier a fazer isto comigo, não sei o que faria... primeiro iria procurar saber o que é que está errado na nossa relção, se bem que o conceito de certo e errado cada um tem o teu... e que a restrição do que pode e o que não pode ser feito está na cabeça de cada um.

Anônimo disse...

Traição feminina já não é sinónimo de vingança. Meu marido tem 50 anos e há anos que não tem sexo comigo (problema de ereção), nem sequer vai para a cama comigo. Inicialmente achei que seria problema meu, trai, nunca me arrependi de o ter feito e vi que afinal o problema não era meu. Passados anos a situação é a mesma, questionei-o propondo a separação e ele ficou mudo. Falou que ia ao médico, já o fez , mas não abordou o assunto. Claro que vou voltar a trair porque ele não parece interessado em resolver a situação, nem em separação e lá diz o velho ditado "Quem não tem em casa procura fora" e sinceramente acho que é o que acontece na maioria das vezes, quer em relação aos homens quer em relação às mulheres.

MARCIA disse...

lendo o texto ou não tenho 1 opinião...ñconcordo com traição tenha ela o motivo que tiver, apenas a traição fisica, já a emocional não se tem controle. sou totalmente fiel ao meu marido e sempre fui, nunca trai ele em 30 anos juntos, mas meu coração ja foi balançado por 1 grande amigo que em uma determinada época se transformou em 1 grd amor, não houve traição fisica, mas como evitar o amor que passei a sentir? não se manda nos sentimentos e me senti mt mal qd me descobri amando outra pessoa, não vou me alongar, mas a minha relação no casamento e as traições q tive do marido me levaram a admirar outro gomem, msmo que a distancia. seria condenada????

Benedito disse...

Vingança ou consequencia? Pois é né! Bom, a meu ver a traíção tanto partindo do Homem ou partinda da Mulher não é uma coisa boa. Independente da Mulher estar criando o seu mundo apartir da revolução Feminista ou por qualquer revolução que venha a existir a verdade é que a traíção não é uma coisa boa. Não vou buscar termos mirabolantes, palavras acadêmicas para me referir a um ato que só diminui o ser Humano. Se traíção fosse algo bom, certamente poderia ser feito em qualquer lugar e se para tal fato é preciso se esconder de alguém é porque não é boa coisa. Qualquer relacionamento, por mais sério que seja, nos da a oportunidade de sair ou ficar, mas não nos dá o direito de compartilhar intimidades, nossos sentimentos e nossas vidas.

Anônimo disse...

supeito eu que hoje estou sendo vitima de um golpe viasando destruiça peisicologica da minha pessoa 7anos vivia com mae da minha filha
des do incio percebi que algoa esta errado suponho eu que a muito tempo
sou vitam de tram de vingaça por motivo de um denucia que fiz e foi na mesmo epoca que conheciae a mãe da minha filha so antes dis um conhecido
mi falou que tinha duas mulher queriao mi prejudicar mas não dei importanca passado uns dias a mãe da minha filha vei ate mi dezendo que eu era paracido com um amigo dela dai tudo comesou hoje fui traido por ela e pela familia dela
por isto vai meu aleta tome cuido
onde vc si envolve pois pode ser uma armdilhar para toda sua vida
o meu casa esta para si tonar caso de policia ja tenho seus peita que
minhas esposa esteja desdo incio
do casa com um amante que pode ser
um bandido perigoso
por favor se tiver um istoria parecida com aminha podem mandar
um emall para cassiusvalerio@Bol.com.br tudo minusculo